Eu sei... é verdade... é verdade que há muito tempo não actualizo este blog e que ele anda meio-morto, um pouco à minha imagem ultimamente... Nem tudo anda sobre rodas na minha vida, mas tenho fé que este novo ano vai mudar o rumo dos acontecimentos. Pelo menos assim o sinto porqu a minha vontade é grande de finalmente encontrar a
MINHA vida, no meio deste marasmo chamado Mundo. No entanto, ainda tenho tanto por fazer antes de là chegar que pode parecer desanimador. Mas de tanto pensar na vida, de tanto mexer e remexer com as coisas na minha cabeça, cheguei ultimamente a certas conclusões pessoais, as quais vou aqui transcrever...
1- Não tenho medo nenhum de morrer:Essa conclusão pode soar estranho e fazer de mim um doido para alguns, mas apercebi-me disso porque sou uma pessoa convicta e que vai até às ultimas consequencias do que faz e do que diz. Senão não faço e calo-me. Assumir todo em frente a todos pode resumir o que isto quer dizer.
2- Não consigo ser feliz na região parisiense:Por mais que me esforçasse em acreditar que poderia ser feliz aqui neste zona, nunca iria plenamente sê-lo. Sei disso porque um belo dia de Dezembro passado, parei e perguntei para mim próprio: "o que estou cá a fazer?". A isso respondi que estava cá porque tinha que ser, para ganhar dinheiro que me faz falta, porque aqui nasci, etc etc etc. Mas afinal, pensei: será mesmo isso que quero? Será mesmo aqui que vou querer viver, ver os meus filhos nascer, crescer e viver? A partir daí, fiquei com mais essa certeza: definitivamente não será aqui que ficarei para viver. Portugal? É apenas uma opção, logo verei.
3- Recuso-me ter uma vida no sentido comum do termo:Arranjar trabalho, trabalhar para viver e comer, comprar um apartamento ou um casa, arranjar uma mulher, ter filhos, um cão, um gato, mais tarde uma amante, divorciar-se, envelhecer, ter netos, morrer feliz, etc etc etc... Isto é muito resumidamente "The way of life" mostrado todos os dias na TV e em qualquer lugar da nossa sociedade occidentalizada ao máximo. Eu, enquanto tiver forças para viver neste Mundo, resuso-me totalmente a seguir esses passos todos. Ninguém me vai obrigar a seguí-los e assim não farei. Mas o que eu desejo acima de tudo, é que não me critiquem por ter escolhido a
minha própria maneira de viver, e que respeitem que cada pessoa singular neste Mundo tem a sua opinião e que todos nós temos opções diferentes. O essencial é assumir essas opções.
4- As mulheres não serão prioridade para a minha felicidade:Consequência directa da conclusão tirada acima, não tenciono fazer das mulheres um passo inprescindível no meu caminho para a felicidade. Acho que elas fazem parte dela, mas não são uma componente essencial nisso porque a verdadeira felicidade é sentida por cada pessoa de maneira diferente. A parte bonita disso é que essa mesma felicidade pode ser partilhada, o ideal sendo com uma mulher que amamos e que nos ama em retorno. Não tenciono também "virar de bordo", longe disso, gosto demasiado das mulheres!!! Mas o que quero dizer, é que não me vou baixar em frente a uma mulher (já o fiz, apesar de tudo, e mais do que uma vez...) e vou ignorar o que diz respeito a cavalheirismo, romantismo e sonho. Desculpem-me là, mas eu não vivo num sonho: a realidade é como é, e sonhar, mesmo se nunca matou ninguém, também nunca resolveu os problemas de ninguém... Apenas nos tapa os olhos para sofrermos menos. E para já, a igualdade entre sexos passa por isso mesmo: respeitarmo-nos uns aos outros, sem olhar ao sexo, em tudo o que fazemos. Senão, e isso pode ser outra via interessante, devemos partir do princípio que não pode haver igualdade entre elas e nós. Só falta mesmo é assumir essa posição que muita gente pensa mas que ninguém diz por ser "eticamente incorrecta".
5- O meu conceito de família não se baseará mais no sangue:Ao longo dos meus 23 anos, acho que já vi muita coisa e me falta ver ainda muitíssimo. Mas até hoje, o conceito de família que mme ensinaram não tem nada a ver com aquilo que vejo diariamente. Por isso optei por definir família da maneira seguinte: a minha família é composta pelos seres que me querem bem, que estão sempre prontos a ajudar-me quando preciso e não olham aos sacrifícios necessários para me acudir. Por isso posso dizer que tenho amigos que são da minha família e familiares que nem amigos são. Falar é muito bonito e às vezes fala-se para não dizer nada. Mas acho que se alguém falar, é porque acha importante fazê-lo. Então é o seu pensamento do momento que é expresso, e eu. dou muita importância a isso: o
timing da palavra falada. Mas ainda mais importânca dou às acções, porque é fazendo que construimos, e que conseguimos estabelecer bases para a vida.
6- Não me aproveitarei do sistema, nem dos outros, mas não hesitarei em pisar aqueles que o fazem e que não são da minha família:Entendo obviamente o termo família no
meusentido e no sentido descrito no ponto 5. Assim sendo, prometo não hesitar em varer todos aqueles que não olhem ao mal que fazem aos outros, prejudicando a vida de outrém. Como se diz no povo, cada um tem aquilo que merece, e não terei misericórdia em sequer dar de comer a uma pessoa que sei de certeza que prejudicou outra pessoa, seja qual fôr o motivo do prejuizo. Viso principalmente aqui os políticos e todos aqules que seguem o exemplo deles, que cada vez me metem mais nojo. Há que fazer política, isso sim, mas duma maneira nobre e útil, não é aproveitar-se do aparelho de estado para benefício pessoal e de alguns outros. Isso é pior do que escravidão, porque pelo menos, no tempo da escravidão, ninguém se escondia ou fugia da Lei e de ningém para exercê-la. Bem ou mal, é outra vez prova da hipocrisia dos abusadores do sistema estabelecido (não tem nada a ver com o sistema de Dias da Cunha, ok???).
7- Não se pode obrigar alguém a fazer aquilo que essa pessoa não deseja fazer por vontade própria:Esse ponto é principalmente verdadeiro aqui em França. Todos pensam que são livres, e que isso quer dizer que podem fazer tudo o que lhes apetece, quando lhes apetece e como lhes apetece. É bem tempo de sermos confrontados com a realidade: às vezes, não há escolha possível, e só nos são dadas alternativas par nos tapar os olhos. Por isso acho e concluí recentemente que é inútil avisar as pessoas para o que quer que seja, porque se a pessoa em questão decidir que tem que fazer duma certa maneira, ela vai fazer assim mesmo. O melhor é mesmo deixar as pessoas fazerem, errar e enganar, travando-as apenas quando isso começa a nos prejudicar, utilizando a força se isso fôr necessário. O que acontece muitas das vezes, é que as pessoas pensam (e bem) que têm direitos, mas esquecem-se dos muitos deveres que têm de cumprir antes de ter acesso aos direitos. Os direitos são uma coisa adquirida pelos homens, não se trata de algo conferido assim a todos, sem mais nem menos. e para adquirir esses direitos, aqueles que lutaram para isso tiveram de respeitar os seus deveres. Seria bom que nos lembrássemos disso entes de agir.
Para já, acho que é tudo e já é muito! Se alguém ler isto tudo, tou com muita sorte!!! E, para finalizar, mais uma coisa que me esqueci de dizer:
BOM ANO DE 2006 PARA TODAS E TODOS!